domingo, 30 de dezembro de 2012
Um ano
Não te surpreendeste ao ver-me.
Sabias que não podia vir no Natal,
mas agora é diferente, sempre foi.
Achas-me resignada, tristemente resignada,
Não! Acho que perdi definitivamente a
esperança.
Tenho tanta pena, mãe, da minha vida!
Tanta pena, que não sei como aguento continuá-la!
Que vida foi aquela que vivemos!
O que fizemos com a vida!
E eu, como é que eu passei por esta vida assim!
Quarenta anos, mãe e ... nada.
Não fiz nada por ninguém...
Não fiz nada por mim...
Não tenho nada para dar...
Não acredito em mim...
Tens razão, mãe, resignei-me...
Eu sei ser, eu sei fazer, eu sei construir...
Mas, não quero...
Acabou-se, mãe!
Não vou sonhar mais, esperar mais ...
Vou ficar ... e visitar-te porque sei que me esperas.
Adeus, mãe.
Desculpa, mas não posso mais!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Subscrever:
Comentários (Atom)