Em redor, os apelos
de uma idade sem razões.
Na passagem, um riso
de uma alma desesperada pelo vazio.
No relógio, os momentos
perdidos de um futuro encoberto.
Esperar que a flor se desfaça em pétalas?
Acreditar que o fogo não vai consumir a paisagem?
Aceitar que as pedras do caminho vão magoar intensamente?
Sim. Esperar, Acreditar e Aceitar
sem deixar de gritar, de lembrar de pensar.
Sim. Gritar.
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